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quinta-feira, 9 de abril de 2020
QUINTA-FEIRA SANTA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA (Jo 13,1-15)(09/04/20)
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Caríssimos, a quinta-feira Santa é o primeiro dia do Tríduo Pascal, nela são realizadas duas celebrações importantíssimas no calendário litúrgico da Igreja: a missa dos santos óleos com a renovação das promessas sacerdotais, celebrada pelo bispo diocesano e todo clero. E a chamada missa do lava pés, em que Jesus realiza esse profundo ato de humildade deixando-o como exemplo para os seus discípulos.
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Com efeito, é também nesta Santa Missa, que Jesus institue o Santo Sacrifício incruento da Eucaristia e a Ordem Sacerdotal para que o celebrar em Sua Memória, como Sua Presença Real. Ora, ao participarmos destes mistérios vivemos a perfeita comunhão com Ele, o Pai e o Espírito Santo, formando o Seu Corpo Místico, a Igreja, que é a parte visível do Reino de Deus neste mundo.
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Caríssimos, quais as lições que aprendemos do Senhor Jesus nestes dias em que celebramos o seu sofrimento e morte de cruz? A primeira delas é a de que Deus é o único Senhor de todas as coisas, e por isso, mesmo permitindo o sofrimento e a morte do Seu amado Filho, por esse Seu Sacrifício nos reconciliou consigo e nos deu a vida eterna, demonstrando assim a Sua Infinita Misericórdia.
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A segunda lição é esta: o caminho para céu passa pela cruz e Jesus o percorreu primeiro, traduzindo-o como obediência perfeita à vontade do Pai. Por isso, nos ensinou: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.” (Mt 16,24). Ou seja, não temamos a cruz, antes a abracemos com alegria, pois o Senhor nunca nos deixa carrega-la sozinhos.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
quarta-feira, 8 de abril de 2020
O QUE É SER TRAÍDO?
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 26,14-25)(08/04/20)
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Caríssimos irmãos e irmãs, o que é ser traído? É ser tolhido de toda confiança depositada e da dignidade concedida, porém, desprezada como se fosse nada; e ainda, é a perca dos valores da amizade, do amor, da justiça, da bondade e da paz por parte do traidor. Ora, como uma criatura ousa vender o seu Criador como se fosse um escravo?
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É isso o que meditamos no Evangelho de hoje, ou seja, não bastou a Judas Iscariotes ser chamado por Jesus e receber a honra de ser um dos Seus Apóstolos; escutar a Sua Santa Doutrina; andar com Ele nas estradas da Terra Santa; contemplar os milagres e todas as graças derramadas por onde o Senhor passava.
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Santo Antônio de Pádua, meditando esse episódio, escreveu: "Ó Judas, queres vender o Filho de Deus como se fosse um vil escravo, como se fosse um cão morto? Diz-me: Em que é que Ele te ofendeu? Que mal te fez para que digas: «Entregar-vo-lo-ei»? Terás esquecido a incomparável humildade do Filho de Deus e a sua pobreza voluntária, a sua doçura e afabilidade, a sua aprazível pregação e os seus milagres, o privilégio pelo qual te escolheu como apóstolo e fez de ti seu amigo?"
E conclui sua reflexão com esta evidência mais que comprovada em nossos dias: "Quantos Judas Iscariotes há ainda hoje, que, em troca de algumas vantagens materiais, vendem a verdade, entregam o próximo, e se enforcam na corda da condenação eterna!"
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Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor Jesus a graça da fidelidade à toda prova, pois como Ele mesmo disse: "Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes. E quem é injusto nas coisas pequenas, sê-lo-á também nas grandes." (Lc 16,10).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 7 de abril de 2020
O TERRÍVEL PECADO DA TRAIÇÃO...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 13,21-33.36-38)(07/04/20)
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Caríssimos, a experiência de saber-se traído por um daqueles que havia escolhido para dar prosseguimento ao Seu Plano salvífico para a humanidade, foi realmente um duro golpe que Jesus sofreu. Ora, por esse exemplo vemos que Deus sempre chama os seus escolhidos para permanecerem fiéis ao Seu Plano de salvação; mas, nem sempre estes se mostram à altura de tamanho chamado.
De fato, quando não há correspondência ao chamado do Senhor, facilmente se muda de lado passando a servir o inimigo de Deus e de nossas almas; e desse modo, o maligno toma posse de tais almas infiéis, levando-as não somente à traição, mas também ao desespero e à morte, geralmente trágica, como vimos acontecer com Judas Escariotes.
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No entanto, como também vimos nesse mesmo Evangelho, não obstante a traição de Judas, Jesus deu continuidade à Sua Obra salvífica, instituindo o Sacramento da Santa Eucaristia, do Sacerdócio e a Santa Missa. Ou seja, os meios pelos quais o seu Plano de salvação se realiza em nossa vida; porém, cabe a nós a adesão e a perseverança nestas graças que Dele recebemos.
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Portanto, caríssimos, acompanhemos com devoção e amor o Senhor nesses que foram os seus últimos dias de estadia conosco, como um de nós; ainda que pela fé tenhamos consciência de que Ele permanece sempre conosco no Grande Mistério da Eucaristia, na pessoa de seus fiéis ministros, como também em cada um dos nós que o recebemos na Santa comunhão.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
segunda-feira, 6 de abril de 2020
FELIZES OS QUE DEIXAM TUDO PARA SEGUIREM FIELMENTE JESUS...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 12,1-11)(06 /04/20)
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Caríssimos, a liturgia desta segunda-feira da semana santa, começa com o cântico do servo de Deus, presente na profecia de Isaías. Diz ele: “Eis o meu servo — eu o recebo; eis o meu eleito — nele se compraz minh’alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos”.
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Ora, vivemos em meio à criação que por um lado manifesta o infinito poder de Deus; mas, por outro, a nossa ínfima impotência, como vimos ainda nessa mesma profecia: "Isto diz o Senhor Deus, que criou o céu e o estendeu, firmou a terra e tudo que dela germina, que dá a respiração aos seus habitantes e o sopro da vida ao que nela se move..." Ou seja, somos nada mais que um sopro; um pequeníssimo grão de areia no mar sem fundo da obra da criação.
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E no entanto, Deus nos ama de tal modo que nos enviou o Seu único Filho para expiar os nossos pecados e nos fazer habitantes do mundo novo que virá, onde não mais existirá o mal; onde somente o amor e a bondade serão a regra de vida a ser seguida por toda eternidade. De fato, não há comparação alguma com este mundo, onde ao que parece, reina o pecado e todo o mal que ele gera.
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No Evangelho de hoje Jesus foi convidado para um jantar na casa de Lázaro, à quem havia ressuscitado dos mortos. Estando à mesa, Maria, irmã do infitrião, banhou seus pés com perfume de nardo e os enxugou com seus cabelos. Ora, mas logo foi repreendida por Judas Escariótes com a desculpa de que esse dinheiro deveria ser dado aos pobres.
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Caríssimos, o pecado de Judas, que, como enfatizou são João, era ladrão; pois, "tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela." Vem se repetindo ao longo da história, ou seja, mesmo os homens conhecendo a verdade, deixam-na de lado para seguirem apegados às coisas deste mundo, fingindo que não a conhece.
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Portanto, felizes são aqueles que deixam tudo, para seguirem fielmente a Jesus, portando a sua cruz de cada dia.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
Homilia do Domingo de Ramos...
Homilia do Domingo de Ramos (Mt 21,1-11; 27,11-54)(05/04/20)
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Caríssimos irmãos e irmãs, com o Domingo de Ramos a Igreja dá início à Semana Santa aonde celebramos o maior acontecimento da história da humanidade; trata-se da paixão, do sofrimento, da crucifixão, da morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Ou seja, como Deus infinitamente poderoso se fez um de nós e carregou sobre Si todas as nossas dores, para nos fazer participantes de sua natureza divina.
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De fato, ano após ano o Senhor nos dá a graça de fazermos memória desses acontecimentos pelos quais Ele nos libertou do pecado, da morte e do inferno, ou seja, nos resgatou para a vida eterna. São Paulo, ao se referir a isso, escreveu: "Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo a seu tempo morreu pelos ímpios. Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós." (Rm 5,6.8).
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Com efeito, por meio do sofrimento e da morte de Jesus na cruz, oferta de amor incondicional, Deus fez resplandecer por sua ressurreição, o Seu Eterno Poder e por Ele fez novas todas as coisas nos dando o Santo Espírito para nos conduzir à plenitude da felicidade eterna no Reino dos céus. Por isso, é fundamental a nossa adesão e permanência em Cristo para nos atermos seguros da salvação que Dele recebemos.
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Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor a graça de mesmo em meio à essa grave crise por conta do Covid-19, celebrarmos com todo empenho e piedade a memória de Sua Paixão, morte e ressurreição para assim crescermos na graça, no conhecimento, no amor e na misericórdia de Deus, nosso Pai, e desse modo vivermos em santidade e justiça todos os dias de nossa vida, à serviço daqueles a quem Ele nos enviar.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
quinta-feira, 2 de abril de 2020
AQUELE QUE ME SEGUE NÃO ANDARÁ EM TREVAS....
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 8,51-59)(02/04/20)
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Caríssimos, o nosso encontro com Deus por meio do batismo e a nossa permanência Nele pela vivência do mesmo batismo, é símbolo de Sua aliança conosco, como Ele fez com Abraão; e é essa aliança que fundamenta a nossa esperança de vida eterna. Abraão foi chamado por Deus, fez uma aliança de amor com Ele, deixou seus horizontes pessoais e foi em busca do cumprimento de Suas promessas.
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De fato, Abraão nada tinha em si para a realização de seu sonho, que era ter uma descendência, pois era velho e sua esposa, Sara, além de velha era estéril. Ora, mas é exatamente aí na sua infecundidade que Deus fez nascer a fé e a esperança que continua dando frutos em abundância até os nossos dias.
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No Evangelho de hoje os fariseus por não aceitarem a linguagem messiânica de Jesus, o julgavam de blasfêmia e procuravam atentar contra a sua vida. Ora, ao que parece é sempre assim, queremos que Deus caiba em nossos limites, e como isso nunca acontece, a tendência é nega-lo, rejeita-lo e expulsa-lo de nossa vida crucificando-o com os nossos pecados.
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Caríssimos, Deus não cabe em nossas medidas nem em nossos caprichos; e não é Ele que precisa de nós; nós é que precisamos Dele cem por cento, por isso, Ele jamais se submeterá às nossas tendências; pois, basta Ele ter assumido a nossa natureza decaída e ter se oferecido em sacrifício para nos libertar do pecado, da morte e das artimanhas do malígno.
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Portanto, como Abraão, creiamos e pela obediência, sigamos Jesus com nossa cruz de cada dia, pois, como o Senhor mesmo disse: "Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida." (Jo 8,12). E ainda: "Aquele que perseverar até o fim será salvo." (Mt 24,13).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
QUAL É A VERDADEIRA LIBERDADE?
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 8,31-42)(01/04/20)
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Caríssimos, a vida nos foi dada, e o que estamos fazendo com esse dom tão precioso que recebemos de Deus? Vivendo para Ele ou para nós mesmos? De fato, o grande problema da humanidade, é o "eu"; quando o "eu" é o critério para tudo, acha que não precisa dos critérios divinos para a salvação, ou seja, da obediência aos seus santos mandamentos.
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Ora, se o "eu" determina tudo, não precisa de Deus, nem de nenhum salvador; porém, quem assim vive, cai no egocentrismo e se perde nele, pois, nenhum rio é perene sem a fonte que o gera. Logo, concluímos que não passamos de um sopro de vida, e no dia em que esse sopro se esvai, voltamos naturalmente ao pó que somos se não permanecemos na graça de Deus.
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Na primeira leitura o rei Nabucodonosor achava que não existia nenhum Deus que não os seus, ou seja, era ele quem tudo determinava e se alguém não lhe seguisse o faria perecer sob a morte mais cruel. E no entanto a fé dos três jovens lhe mostrou que só existe um Deus e ninguém mais fora Dele. Ou seja, sem Ele nenhum ser subexiste por si mesmo.
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No Evangelho de hoje os pretensos contraditores de Jesus não se contentaram ao ouvirem do Senhor que, quem Nele crê, encontra a verdadeira liberdade, porque se torna filho de Deus. Aliás, são João tratando desse assunto, escreveu: "Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu.
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Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é. E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro."
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Portanto, caríssimos, aprendamos com o Senhor Jesus, pois a sua humildade nos ensina que dependemos de Deus cem por cento (cf. Fil 2; Jo 5,30).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
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