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sábado, 8 de novembro de 2008

Campanha da Fraternidade 2009

Paz e bem!

A Campanha da Fraternidade 2009
terá como tema:
Fraternidade e Segurança Pública
com o lema:
A paz é fruto da justiça. (Is 32, 17)

E seguem abaixo três vídeos:

1 Hino da CF2009


2 Vídeo institucional da CF 2009


3 Oração da CF2009

Uma montanha resplendente...


Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM (*)
De agora em diante que ninguém me moleste: trago em meu corpo as chagas de Jesus Cristo ( Gálatas 6,17)
1. Quando eu era criança, lá pelos idos de 1945, com meus 7 anos, folheando um livro de orações de minha mãe, que se chamava, se não me engano Maná, encontrei um santinho que me intrigava. Havia um homem, ajoelhado, vestido de marrom, como os freis que celebravam na Capela de Nossa Senhora das Vitórias na Vila dos Sargentos, em Petrópolis. Ele olhava para o alto, na direção de um anjo diferente. Este, por sua vez, tinha o rosto de homem. Parecia-me, nos meus sete anos, um rosto de Cristo. E esse Cristo diferente, tinha muitas asas. Aquilo tudo me parecia muito estranho e, ao mesmo tempo, eu me sentia misteriosamente atraído por aquele santinho. Muitas vezes eu voltava a procurá-lo no livro de minha mãe. E ficava agoniado enquanto não o achava. Saíam raios do corpo do homem Cristo, anjo, que atingiam as mãos, os pés e o lado desse outro homem de marrom, ajoelhado e com os olhos arregalados... Mais tarde quando cresci, quando não tinha mais o jeito do menino de 7 anos, soube que se tratava da estigmatização de Francisco de Assis. Isso compreendi bem mais tarde, bem mais tarde mesmo. E o dia 17 de setembro, passou a ter um significado grande para mim. Achava que esse dia deveria ser feriado religioso. Afinal, um homem com as chagas de Jesus... Um dia desses vi um título de uma autora italiana que abordava a questão da invenção das chagas de Francisco por parte de Frei Elias... Compreendo que se façam estudos críticos. Mas...Bem, aqui não é o espaço para uma discussão sobre esse assunto. Os interessados procurem o livro de Chiara Frugoni, Francesco e l’invenzione delle stimmate, Torino, Eunaudi, 1993). Um confrade, cujo nome não declina, me disse que autora é tendenciosa (sic). Quando penso na comemoração das chagas sempre vem à minha mente as palavras da epístola aos Gálatas: “De agora em diante que ninguém me moleste: trago em meu corpo as chagas de Jesus Cristo”.

2. As circunstâncias e a bondade do Senhor me permitiram, agora, aos setenta anos, voltar uma vez mais ao Alverne. Tive a graça de passar uma semana nas alturas alvernianas...nessa montanha toda radiosa e esplendorosa. Saindo de Roma cheguei a La Verna pelas 14horas do sábado, 18 de outubro, festa de São Lucas. O trem chegou a Arezzo, uma bela cidadezinha do vale casentino ou tiberino, e dali tomei um outro pequeno trem até Bibbiena e depois um pullman até Chiusi de La Verna, lá onde estava o castelo do Conde Orlando. Uma irmã franciscana indiana teve a caridade de providenciar para mim uma carona até as dependências do convento dos frades da Província Toscana dos Sagrados Estigmas do Pai Seráfico. Percorri muito feliz os três quilômetros que separavam a casa as irmãs da entrada do convento. Outono. Folhas pela estrada. Nas árvores, todas as cores. Amarelo vivo, amarelo esmaecido, vermelho, marrom e aqueles pinheiros cujas folhas não fenecem... Um sol das três da tarde e uma sensação de beleza, de delicadeza. Sim, La Verna é marcado pela beleza e doçura, mas também pela rudeza. Aquelas pedras cinza claro que estavam ali, com profundos cortes, fissuradas. Conta-se que essas rachaduras se deram no momento da morte de Cristo. Uns poucos pássaros voavam. Ainda não fazia frio naqueles dias de outubro. Mas o ar fresco de fundo anunciava o inverno.

3. Não preciso e nem quero evocar todos os pormenores das Fontes a respeito do assunto. Sei, sei perfeitamente que os queridos biógrafos embelezaram as coisas segundo os ditames da hagiografia do tempo...Francisco, os frades, Leão, o falcão, as celas do Pai Seráfico, as tentações do diabo. Sabemos tudo isso. Por isso, quando se vai a La Verna é preciso tirar as sandálias dos pés. E deixar que o mistério da montanha reluzente, transparente nos envolva. Será preciso sentar-se nas estalas pequenas da Igreja dos Estigmas. Escutar as batidas do coração, nosso de Francisco e dos oitocentos anos da aprovação de nosso estilo de vida, da forma de vida segundo o Evangelho.

4. La Verna abriga uma comunidade de uns vinte frades. São os guardiães do local onde Deus quis manifestar-se, ainda uma vez, a Francisco, agora de maneira definitiva. Francisco já tinha tido outras revelações: que ele devia viver segundo o evangelho, respeitar as igrejas, a eucaristia, os sacerdotes, a palavra, a Igreja, os bispos, o Senhor Papa. Agora acontecia a grande manifestação. O esposo tomava conta definitivamente do amado. Esse Francisco que tinha ido pelo mundo afora chorando e dizendo que o amor precisava ser amado agora, ali, na rudeza do La Verna, era beijado definitivamente pelo Amante. Não perguntem muita coisa a Francisco. La Verna não se explica. É o desfecho maravilhoso de uma existência que foi se descentrando e se abismando na força da simplicidade pobre de um Deus que anda loucamente procurando esses seres que se chamam homens e mulheres... Sim, Francisco sentia no peito o amor do Senhor Jesus e, em seus membros, a dor da Palavra de Deus, do Verbo que havia tomado carne no seio da pobrezinha da Virgem. La Verna, a céu aberto, nas imediações da Festa da Santa Cruz, se tornava o grande espaço do enlace do pobrezinho que havia se identificado com Cristo, e se revestido até o fim das vestes da singeleza pobre. As chagas nas mãos, nos pés e no coração...Não, certamente elas não foram inventadas por Frei Elias... “De agora em diante que ninguém moleste: trago nos meus membros as chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

5. Sim, ele já as trazia há muito tempo...porque sofria ao ver que o amor não era amado, porque sentia dor em constatar que muitos miseráveis eram abandonados, sofria com as dores de seu corpo, de seus olhos, de seu estômago, mas sobretudo porque se dava conta que ele mesmo estava sendo abandonado pelos seus irmãos...”Escreve, frei Leão, que a verdadeira, a perfeita alegria não consiste nas grandes pregações, nas conversões em massa, no alarido que eventualmente os frades podem fazer, nem na solenidade de suas preleções na universidade de Paris, ou de não sei onde, mas em aceitar esse negativo da vida, sem reclamar, carregando a cruz de Cristo, essa dor doída de sentir que não se conta mais... Quando chegarmos, frei Leão, à Porciúncula, se formos mal recebidos, não importa. Ali mostraremos ter compreendido o sentido verdadeiro da alegria que nasce da cruz. E agora, por favor,não me molestem. Trago nos meus membros as chagas do Senhor”.

6. O tempo passado em La Verna foi diferente, na sua cotidianidade. Todos os dias, às 7h, havia o Oficio das Leituras, recitado. O silêncio era total fora e dentro da Basílica grande. Os frades chegavam de hábito, noviços, mestre, guardião, frades do eremitério, vice mestre e até um frade de Petrópolis. Os salmos, as leituras... Parecia-me estranho ouvir o pedido de Ester ao rei para poupar seu povo ali, naquele quadro. A Palavra e as palavras chegavam ao fundo do ser...geravam vida...Depois vinham as Laudes, quase sempre cantadas, com melodias bonitas, acompanhamento de órgão, por vezes, até incenso. Chamava minha atenção o ambão das leituras. A peça moderna recebia uma iluminação direta muito bonita. Mateo, o noviço, lia italianamente todas as coisas de seu livro, com sobrepeliz, cabelo curto, pulôver por sobre o hábito...

7. Todos os dias, às 15h, depois da Noa, cantada e recitada, não nos bancos da igreja grande, mas num coro de estalas por detrás do altar datadas do século XVII. Depois dos salmos a procissão até o local dos estigmas, os hinos, a leitura de um texto das Fontes relativo aos estigmas. Era o momento cotidiano de lembrar os eventos de tempos passados e recordar os estigmatizados de nossos tempos, em nossas casas, nas paróquias, na vida... E ali, naquele espaço, sempre me lembrava de Leão: os Louvores do Deus Altíssimo, o carinho por Francisco, a ternura do Pai por ele, e a bênção, essa benção de São Francisco que faz tanto bem. Os guardiães deveriam abençoar mais vezes os irmãos com estas palavras tão lindas do Livro dos Números...

8. Voltávamos a nos encontrar na Igreja grande para as Vésperas, às 18,30 e depois para meia hora de meditação. Gostava muito de me assentar no quarto banco tendo perto de mim o trabalho de Andrea della Robbia que representa o anúncio do Anjo a Maria. Depois vinha a janta.... vocês sabem.. com massa, carne, queijo, vinho, uvas dulcíssimas, torta com as mesmas, pão italiano, muito pão italiano...

9. Verdade, meus amigos que, muitos e muitos turistas ali se reúnem com suas máquinas de fotografia...sempre fotografias...Muitos não se apercebem do mistério... Os frades fazem o que podem...mas eles precisam ser gentis, cativar as pessoas... e nem sempre esse festival de fotos combina com o quadro do Alverne.

10. Gostaria ainda de dizer duas palavras. Experimentava muita alegria e mesmo emoção quando me dirigia ao Precipício. Dizem que Francisco foi tentado ali. Mas a paisagem é esplendorosa. De lá se avistava tudo. Bem no meio está Bibbiena, uma cidadezinha charmosa. Um dia ela estava coberta pela nevoa e, nas alturas da Montanha, havia sol. Sabem... havia um tipo de gente que perturbava aquele majestático silêncio. Refiro-me aos motoqueiros que, lá embaixo, em Chuisi de La Verna, corriam feito doidos e sempre barulhentamente... Penso que estive nesse espaço do Precipio todos os dias do retiro e mesmo mais de uma vez. Aliás estive em Bibbiena com um frade no hospital regional. Ao cortar a unha do anular da mão esquerda avancei demais e deu uma infecção. Foi preciso ver um médico. Tudo saiu bem, burocraticamente bem, ser versar uma fração de euro. Assim consta de minha folha: “Il paziente presenta a livello de la falange distale del 4 dito de la mano dx una flogosi locale che interessa il dito a tuto spessore”. Por fim: “Si consiglano impacchi com acqua calda e terapia antibiotica” Depois tive que buscar autorização e receita de uma doutora para a questão do antibiótico. E esta era uma sudanesa que tinha sido adotada por uma família italiana ainda criança, se formara em medicina e se casara com um cidadão toscano.

11. A segunda palavra é a respeito da Igreja de Nossa Senhora dos Anjos que teria existido, na sua forma mais primitiva, no tempo de Francisco. Há um retábulo de Andrea della Robbia magnífico representando a Assunção de Maria, cercada de anjos por todos os lados, anjos de todos os jeitos, uns sorridentes, outros descansando a mão no queixo e nas bochechas. Era bom ficar ali uns quinze minutos olhando aqueles anjos brancos num fundo azul...e a delicadeza de Maria. Há uma forte presença de Nossa Senhora nas terras alverianas...

12. “De agora em diante que ninguém me incomode: trago nos meus membros a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Nesse tempo de preparação das comemorações dos oitocentos anos da aprovação da proto-regra é bom trazer à mente tudo aquilo que significa o Alverne, síntese de uma vida, da vida de Francisco. Depois, Francisco desceu a Montanha resplandecente. Deve ter olhado para trás algumas vezes lembrando-se das núpcias ali realizadas e vividas. Quem descia trôpego era o Francesco dos sonhos das coisas grandes, da vontade de se casar com a mulher mais bonita da face da terra, o Francesco que rodopiava e dançava diante de Deus como se fosse um bailarino, o Francisco que jogava esmolas para os pobres, o Francesco que comia uvas com o irmão doente, o nosso irmão Francesco....que compreendeu como nunca que o amor precisava ser amado. Será que as teorias a respeito da evangelização não esquecem que antes tudo está esse desejo de que o amor seja amado? Ou será que estou enganado?

13. No alto do Alverne pensei em muitas pessoas. Pensei de modo especial em Frei Mateus Hoepers a quem devo a alegria de me ter tornado franciscano. Ele, com seu jeito meio dele, sua voz enorme, seu corpo imenso parecia uma criança quando falava de Francisco. Pensei nele. E agradeci ter entrado na Ordem apesar de meus e de minhas limitações. Pensei também nos frades estudantes de Petrópolis, de modo especial, no grupo que mora no Sagrado. Alguns deles são seres excepcionais. Que Deus os conserve e que eles possam renovar a vida franciscana de nossa Província. Muitos deles são melhores, enormemente melhores do que nós fomos, nos que vamos comemorar em 19 de dezembro de 2008 os cinquenta anos de ingresso no Noviciado.

14. Quase no final. Não posso e nâo quero deixar de dizer que, no alto de uma outra montanha, no Morro de Fátima, em Petrópolis, no dia 7 de junho de 1957, tomei a decisão de ser franciscano. Frei Abílio um dia vai me deixar celebrar lá.

15. Gostaria que minha irmã vasculhasse todas as coisas do sótão de sua casa para ver se descobre onde está aquele santinho. Nunca mais, nos meus 70 anos de vida, encontrei um santinho como aquele.

Terminam aqui as considerações pouco costuradas a respeito de uma montanha resplendente...

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM,
é Assistente Nacional da OFS pela OFM
e Assistente Regional da OFM na Região Sudeste II.
Email: freialmir@hotmail.com

Extraído de http://www.franciscanos.org.br/v3/vidacrista/artigos/almir_070808/artigos_08.php acesso em -8 nov. 2008.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

III Jornada Missionária Franciscana

CARTA CONVITE PARA A
III JORNADA MISSIONÁRIA FRANCISCANA
05 a 07 DE DEZEMBRO DE 2008
Paulo Missionário: “Senhor que queres que eu faça”
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A Vice-Província Franciscana e a Família Franciscana de Bacabal convidam você a participar da III JORNADA MISSIONÁRIA FRANCISCANA. A motivação nasce do desejo de cativar a nossa juventude para a vocação missionária do carisma franciscano e incentivar o voluntariado e o engajamento nas Missões de nossa Igreja. E neste ano vamos meditar sobre o Jubileu dos 2000 anos de São Paulo Apóstolo e o jubileu dos 800 Anos do Carisma Franciscano 1209 – 2009.

Critério para a Participação:
- que o jovem tenha o desejo de conhecer o carisma Missionário Franciscano.
- que tenha um espírito de colaboração de serviço e amor a nossa Igreja e a sua comunidade.
- que seja enviado por sua comunidade local ou religioso(a) responsável.
- numero de Vagas: 120 participantes de 14 a 30 anos.
Contribuição para a Participação:
- a contribuição será de R$ 15,00 para ter o Kit Missionário: Bolsa, Manual e Camisa.

Obs:

- A Jornada é destinada a jovens da área geográfica da Província Franciscana de N. Senhora da Assunção no MA e PI.
- Haverá visitas missionárias nas comunidades da Paróquia de São Francisco.
- Oficinas sobre a Vida e Missão de São Paulo Apóstolo.
- Apresentação do Projeto Missionários Leigos da Pastoral da Criança e do convite para Missionários Leigos Franciscanos, celebrações e momento de confraternização.
- Apresentação da Agenda dos 800 Anos do Carisma Franciscano durante o ano de 2009.
Início: dia 05 Sexta- Feira
16h Acolhida e Boas Vindas, e às 18h será servido o Jantar
Término: dia 07 Domingo com o Almoço.
Local : Centro Franciscano de Animação Missionária – CEFRAM / Bacabal – MA.

Pedimos que faça a reserva de sua vaga o mais breve possível, pois teremos vagas limitadas e desejamos uma previsão para a confecção dos Kits missionários.
Mais informações poderão ser adquiridas através do site: www.franciscanosmapi.org.br e através do telefone do CEFRAM no horário comercial.
Um abraço amigo em nome de todos da coordenação, e pedimos que divulguem nas vossas comunidades aos jovens que desejam conhecer o Carisma Missionário do Jovem Francisco de Assis :
“Senhor que queres que eu faça”
Paz e Bem !
Fr. Bernardo Brandão, ofm
p/ Coord. da Jornada.

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PROGRAMAÇÃO

Sexta Dia 05 de Dezembro:

16h00 – Acolhida
18h00 – Início com o Jantar
19h30 – Abertura e Boas Vindas
Dinâmicas de Grupo e Animação
Apresentação da Jornada, Programação, Divisão das Tarefas,Objetivos
20h30 – Apresentação do Documentário sobre D. Helder Câmara, um testemunho de nossos Tempos:
“Uma Igreja Solidária Além-Fronteiras”.
21h30 – Momento Orante: “ Um outro Mundo é possível”
Adoração, Partilha e Bênção para a Jornada.
22h30 – Silêncio e descanso.

Sábado Dia 06 de Dezembro:

6h30 – Levantar
7h00 – Momento de Oração : O Testemunho de Paulo Apóstolo
7h30 – Café
8h15 – Momento de Animação e Preparação para as Oficinas
Apresentação do Manual : Paulo Missionário – Estudo e Partilha em Comunidade.
Serão 10 pequenas comunidades de 12 Discípulos Missionários.
9h00 – Trabalho de Aprofundamento sobre a Vida de São Paulo nas Pequenas Comunidades
10h15 – Lanche e encontro fraterno entre as Comunidades.
10h45 – Apresentação em formas Dinâmicas dos Temas das Pequenas Comunidades em Plenário.
12h – Almoço no Bosque
13h30 – Recomeço com Animação
14h00 – Preparação para as Visitas Missionárias às Comunidades da Paróquia de São Francisco
14h30 – Envio para as Comunidades em 10 grupos de 12 Jovens.
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18h30 – Retorno com as Comunidades em Caminhada para a Celebração com todos na Paróquia.
19h30 – Celebração Eucarística.
21h00 – Momento de Confraternização e Apresentação de Atividades Culturais.
22h30 – Descanso e Preparação para o Domingo.

Domingo Dia 07 de Dezembro:

6h30 – Levantar
7h00 – Café
8h15 – 800 Anos do Carisma Missionário Franciscano
8h45 – Testemunhos de Iniciativas Concretas já em atividade: propostas possíveis !!

1) Jovens Missionários na Amazônia ( NOVAFAPI- PI), com jovens Universitários de Teresina.
2) Jovens Missionários Franciscanos: Semana Missionária em Lagoa Grande 2008.
3) Atividades de Missão da Juventude Franciscana no MA e PI
4) Voluntários da Alemanha: projeto com jovens da Alemanha com os Franciscanos.
5) Projeto Hanseníase dos Franciscanos do Brasil
6) Projeto de Educação Ecológica com Jovens da UEMA de Bacabal
7) Missionários Leigos da Pastoral da Criança do Brasil no MA e PI
8) Missão Franciscana das Irmãs Anjas junto a Jovens dependentes químicos.
9) Outros… que deverão ser apresentados com antecedência.

10h – Lanche
10h30 – Celebração de Envio: “Como Paulo, Francisco e Clara faça você hoje !”
11h30 – Programação para o Jubileu dos 800 Anos do Carisma Franciscano em 2009.
Avisos e Agradecimentos a todos que colaboraram com a JMF – 2008.
12h00 – Almoço

Obs.: Os testemunhos de Iniciativas concretas deverão ser apresentados em PowerPoint com média de tempo que não ultrapasse 10 min.
Pedimos que nas apresentações possam disponibilizar os telefones de contato, as pessoa concreta com quem se pode falar, o site do projeto, ou blog e as informações básicas para um contato posterior.
Pedimos que todo material de apresentação seja enviado com antecedência para que se possa inserir no CD da Jornada com os Subsídios Missionários que será entre a cada jovem para o repasse em suas comunidades
Teremos espaço para a exposição de material fotográfico e registros da Experiência.

Esta Programação ainda receberá alterações com as sugestões e confirmações que ainda esperamos.
Contamos com a sua colaboração!

Paz e Bem !!

Extraído de http://blog.missoesfranciscanas.org.br/2008/11/03/iii-jornada-missionaria-franciscana/ acesso em 03 nov. 2008.

Morte e Vida de São Francisco de Assis


Por Frei Nilo Agostini, OFM

Todo debilidato, com voz fraca, sumida, entoa Francisco o Salmo 142: Voce mea ad Dominum clamavi (“Com minha voz clamei ao Senhor...”). O Salmo vai sendo entoado pouco a pouco, e ao chegar ao versículo Educ de custodia animam meam (“Arranca do cárcere minha alma, pra que vá cantar teu nome, pois me esperam os justos e tu me darás o galardão”). Faz-se grande e profundo silêncio. Acabara de morrer, cantando, Francisco de Assis.

Quem é este que transfigura o trauma da morte em expressão de liberdade tão suprema? Desaparece o sinistro da morte. E Francisco vai ao seu encontro como quem vai abraçar e saudar uma irmã muito querida.

Ano de 1226. Francisco se acha muito debilitado. Seu estômago não aceita mais alimento algum. Chega a vomitar sangue. Admiram-se todos como um corpo tão enfraquecido, já tão morto, ainda não tenha desfalecido. Transportado de Sena para Assis, Francisco ainda encontra forças para exortar os que acorrem a ele. E aos irmãos diz: “Meus irmãos, comecemos a servir ao Senhor, porque até agora bem pouco fizemos”. Ao chegar a Assis, um médico se apresenta e constata que nada mais resta a fazer. Ao que Francisco exclama: “Bem-vinda sejas, irmã minha, a morte!” E convida aos irmãos Ângelo e Leão para cantarem o Cântico do Irmão Sol, ao qual Francisco Acrescenta a última estrofe em louvor a Deus pela morte corporal.

Cria-se uma atmosfera tão jovial e alegre que o Ministro Geral da Ordem, Frei Elias, interpela Francisco para que pare com toda aquela atmosfera, vista como “cantoria”, para que enfim ele morra “convenientemente”, pois poderia escandalizar os moradores de Assis. “Com tudo o que sofro, me sinto tão perto de Deus que não posso senão cantar!” – respondeu-lhe Francisco.

Aproximando-se a hora derradeira, Francisco deseja ser levado para a capelinha de Nossa Senhora dos Anjos, na Porciúncula, onde tudo havia começado. Lá, num gesto de despojamento, de identificação com o Cristo crucificado e de integração com o Pai, pede que o deixem, nu, sobre a terra e diz aos frades: “Fiz o que tinha que fazer. Que Cristo vos ensine o que cabe a vós”. Despede-se de todos os irmãos; abençoa-os; lembra-lhes que “o Santo Evangelho é mais importante que todas as demais instituições”. Ainda deseja que Irmã Jacoba lhe traga alguns daqueles deliciosos biscoitos. Anima o seu médico, dizendo-lhe: Irmão médico, dize com coragem que a minha morte está próxima. Para mim, ela é a porta para a vida!” E, então, canta o Salmo 142. Francisco parte cantando, cortês, hospitaleiro e reconciliado com a morte.

O canto de Francisco está baseado em uma percepção realista da morte: “Nenhum homem pode escapar da morte”. Mas como pode ser irmã aquela que engole a vida, que decepa aquela pulsão arraigada em cada um de nós, fundada em um “desejo” que busca triunfar sobre a morte e viver eternamente? Francisco acolhe fraternalmente a morte. Nele realiza-se, de forma maravilhosa, o encontro entre a vida e a morte, em um processo de integração da morte.

Francisco acolhe a vida assim como ela é, ou seja, em sua exigência de eternidade e em sua mortalidade. Tanto a vida como a morte são um processo que perdura ao longo de toda a vida. A morte faz parte da vida. Como e despertar e o adormecer, assim é a morte para o ser humano. Ela não rouba a vida; dá a esse tipo de vida a possibilidade de outro tipo de vida, eterna e imortal, em Deus.

A morte não é então negação total da vida, não é nossa inimiga, mas é passagem para o modo de vida em Deus, novo e definitivo, imortal e pleno. Francisco capta esta realidade e abriga a morte dentro da vida. Acolhe toda limitação e mostra-se tolerante com a pequenez humana, a sua e a dos outros.

A grandeza espiritual e religiosa de Francisco no saudar e cantar a morte significa que já está para além da própria morte; ela, digna hóspede não lhe é problema; ao contrário, ela é a condição de viver eternamente, de triunfar de modo absoluto, de vencer todo embotamento do pecado que a transforma em tragédia. Francisco soube mergulhar na fonte de toda a vida. “Enquanto Deus é Deus, enquanto Ele é o vivente e a Fonte de toda a vida, eu não morrerei, ainda que corporalmente morra!” (L. Boff).

Morte, drama sagrado,
não uma tragédia.
Morte, bem-vinda,
não uma inimiga.
Morte, uma irmã,
não uma ladra.
Morte, abertura para a plena liberdade,
presença do Reino de Deus, utopia do justos.
“Deus enxugará as lágrimas dos seus olhos, e a morte não existirá mais,
nem haverá mais luto, nem pranto, nem fadiga, porque tudo isso já passou” (Ap 21,4).

“Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã,
a morte corporal, da qual nenhum vivente pode escapar” (São Francisco, Cântico do Irmão Sol).
Sermão proferido por Frei Nilo Agostini, na Festa de São Francisco de Assis, 04 out. 1991. Extraído de http://www.franciscanos.org.br/v3/vidacrista/especiais/2008/finados_0211/mortevida.php acesso em 03 nov. 2008.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Carisma Franciscano no chão da America latina e Caribe!

Recordar é viver fazer memoria de uma realidade sempre viva e atual em nosso tempo que se encarnou na história a partir deste chão latino americano e caribenho onde vivemos e nos movemos. Foi nesta certeza que celebramos a festa do carisma em comunhão fraterna com toda América latina e caribe na terra de santa cruz palco acolhedor da família franciscana do continente.

Reviver os sonhos de Francisco e Clara a partir do chão em que vivemos é uma grande missão, mais requer muita coragem e vigor,caminhar nos passos de Francisco e clara em nosso tempo significa acolher a vida, promover a paz primeiro consigo mesmo depois com o mundo,defender e lutar pelos direitos humanos , levantar a bandeira da igualdade entre todos,ir contra o sistema excludente,romper com as injustiças sociais, lutar por um mundo mais fraterno pois este foi o sonho de Jesus e que Francisco tomou como sendo seus.

Recordar a caminhada do carisma é fazer memoria de tantas pessoas que neste chão fizeram história,franciscanos e franciscanas fieis ao carisma evangélico marcaram o tempo e a história neste chão latino americano e caribenho. Acolheram em suas vidas a proposta do evangelho que chama,consagra e envia a reconstruir a igreja de Deus, como não lembrar de irmã Dulce " anjo bom da Bahia" a principio terceira franciscana,tornou-se missionária da maê de Deus sempre ao lados dos pequenos seu olhar alcançava os mais pobres e excluídos a quem amou até o fim. Frei Damião de bozzano frade capuchinho que deixou sua terra, a Itália e partindo como missionário franciscano chegou ao Nordeste Brasileiro, quantas pessoas ele acolheu com sua benção e sensibilidade missionária.

Assim foram muitos que nestes 800 anos de caminhada marcaram nossa história com o espírito de fraternidade minoridade e pobreza evangélica se empenharam na construção de um tempo novo,sonharam e lutaram pela realização destes sonhos doando suas vidas na totalidade da entrega como franciscanos e franciscanas ou mesmo simpatizantes do carisma.Quem não se lembra de dom Hélder camera pastor segundo o coração de Deus que viveu seu ministério todo entregue pala causa dos pobres, dom Luciano medes "o irmão do outro" sabia acolher a todos com um olhar sereno e atento as necessidades de cada pessoa , madre Teresa de Calcutá mulher solidária cheia de amor, exemplo de entrega total,irmã Doroty que com sua vida doada tornou-se companheira fiel e defensora da vida foi uma luz para o seu povo sofrido como missionária além fronteiras,santos dias da silva, Tito de Alencar,margarida Alves... concerteza se tornaram aprendizes na escola de são Francisco como simpatizantes do carisma beberam da fonte do santo evangelho.

O carisma continua sua caminhada em cada um de nós que sonhamos e lutamos na construção de outro mundo possível.Caminhamos como iluminadores da história pois nossa presença deve iluminar as realidades que se encontram ameaçadas pelo sistema desumano que fere e mata a vida, Francisco e Clara vive em cada pessoa que luta e constrói mundo novo de paz e justiça. Queria recordar um refrão que todos cantamos na celebração do carisma " Francisco e clara o nosso mundo tem sede de paz vem conduzir-nos a fonte viva que seca jamais..." esta é a nossa missão sempre e por isso celebramos como família fraterna os 800 desta luz dom de Deus para a vida do mundo.

Celebramos uma caminhada marcada pela graça de Deus que iluminou Francisco e Clara no começo desta história mais que durante oito séculos se manteve presente fortalecendo e entusiasmando aqueles a quem ele chamou e chama todo dia, a continuar a caminhada e os sonhos!

paz e bem!

sábado, 1 de novembro de 2008

Ser pobre para se tornar irmão e irmã

Pobreza radical como Francisco a entendeu e viveu só é possível quando for segura numa rede de relações humanas fidedignas. Por outras palavras: sem uma irmandade solidária onde um cuida do outro, a pobreza radical desliza para a miséria e para o empaupera-mento. Torna-se inumana. Francisco, portanto, só podia atrever-se a andar pelo caminho diferente da pobreza radical porque “o Senhor lhe deu irmãos”.

Francisco começou esse caminho diferente quando a burguesia, com o início da economia monetária começou com o grande projeto capitalista: um projeto que, desde a óptica das vítimas, até hoje trouxe tanta injustiça ao mundo. Com a decisão de Francisco em prol dos pobres e do pobre Cristo é questionado a burguesia satisfeita consigo própria e é mostrado uma alternativa. Francisco sente instintivamente que a nova sociedade, que surge e que se baseia no princípio de possuir e de querer posses, produz, no outro lado, pessoas que perdem. A acumulação de bens tem sempre como conseqüência a pobreza de outros. A sua renúncia à acumulação de bens de qualquer espécie encontra-se ao serviço da opção de identificar-se com o pobre Cristo e com os que são materialmente pobres.

Mas, apesar da sua posição decidida, a pobreza nunca é para Francisco um valor absoluto. Torna-se relativa quando uma necessidade de vida (necessaria vitae) obriga a tal. Ele entende a pobreza como fraternidade vivida com os pobres. Quer ser radicalmente pobre para poder ser totalmente irmão. Pois Francisco acredita que o encontro com os homens e com Deus é impedido pela ânsia de ter posses ou pelos interesses que trazem discórdia para entre os homens. Posses convertem-se em substituição de relações. O projeto franciscano quer, no entanto, que os homens se possam encontrar ao mesmo nivel tratando-se como irmãos e irmãs. A pobreza consiste, pois, no esforço de relativar cada forma de aquisição para que os homens se possam encontrar verdadeiramente.

Com esta visão de fraternidade, Francisco trouxe uma idéia realmente revolucionária para a ordem da igreja e da sociedade da sua época. Não há senhores e servos e nenhumas diferenças entre as classes. “Sim, muito mais, todos devem, pelo amor de Deus, servir e obedecer uns aos outros voluntariamente.” Isto significa concretamente: ouvir as necessidades do outro, a vida da comunidade, as palavras de Deus aqui e agora. Trata-se também aqui da pegada de Jesus que Francisco segue: não continuar com os jogos do poder entre adultos, não continuar com a luta pelos melhores lugares, não continuar com o medo de ficar atrás. Pois Deus está presente, e cada pessoa é da Sua imagem e, por tanto, tem uma dignidade e individualidade dada por Deus não podendo ser representada por outros. “Todos os irmãos devem lutar por seguir a humildade e a pobreza do nosso Senhor Jesus Cristo.” (RegNB 9,1)

Na convivência duma sociedade são, naturalmente, necessárias também ordens e combinações, mas as mesmas devem ser comunicativas e o mais simples possíveis. Isto é, não “superiores”, mas sim “ministros” (servos), nenhuma atitude de domínio, nenhumas posses, nenhuma tutela – esta é a visão de Francisco de Assis. Francisco teve de aprender quão difícil foi a realização desta idéia: Ele estava ainda vivo quando as lutas pelo poder dentro da própria ordem começaram, e houve cada vez mais formas de direção e modos de atuar também nesta comunidade, os quais pouco se diferenciavam das restantes estruturas do poder. E assim a sua visão continua sendo um sinal de esperança e uma tarefa especialmente para o nosso tempo.

É que a visão franciscana duma vida fraternal no nosso mundo é tão fascinante porque nós consideramo-la como pouco realista, mas estamos, mesmo assim, ansiosos da mesma? O bobo divino de Assis sentiu claramente que uma vida amante de bens destrói a solidariedade e põe em perigo o humanismo e a união entre os homens. Por isso não quis ter posses nenhumas, por isso quis ver tudo partilhado e distribuído fraternalmente, por isso criticou e suspeitou dos poderosos no estado e na Igreja. Em tempos de redistribuição e indiferença sociais, esta visão franciscana de Deus e dos homens é mais atual do que nunca.

Andreas Müller OFM

Extraído de CCFMC Boletín Out. 2008 http://www.ccfmc.net/wPortugues/cbcmf/cbcmf-news/2008/2008_10_News.shtml aceso em 01 nov. 2008.

Carta de Brasília


Excelentíssimos Senhores Governantes

Francisco de Assis em seu tempo, movido pelo anseio de concretizar o projeto de Deus em relação a toda a criação, escreveu uma carta aos governantes. Hoje, nós da Família Franciscana do Brasil, da América Latina e do Caribe, reunidos na celebração dos 800 anos do nascimento do Carisma Franciscano, nos dirigimos aos Senhores Chefes de Estado e a todos os dirigentes e mandatários das nações do continente da esperança com a nossa saudação de PAZ E BEM!

Os franciscanos e franciscanas participantes deste congresso sentem-se honrados e felizes de serem filhos e filhas destas terras exuberantes em riquezas naturais, com potencial de oferecer uma vida digna para todos os seus habitantes. Nossos povos refletem por todo esse chão uma diversidade étnica e cultural, manifestada na acolhida, solidariedade, alegria e capacidade de convivência, fruto da imensa riqueza humana de suas populações.

Oriundos de todos os cantos ouvimos dois pungentes clamores: um é o brado da Mãe Terra e outro a queixa lancinante dos milhões de irmãs e irmãos famintos, doentes, marginalizados, excluídos e condenados a morrer antes do tempo.

Há séculos, nos comportamos como exploradores da terra, não entendendo nossa vocação de cuidadores do Planeta. Hoje, os recursos naturais de nossos países estão sendo explorados e devastados indiscriminadamente, expulsando comunidades inteiras de suas terras em favor do latifúndio, destruindo a biodiversidade pelo uso abusivo dos transgênicos e biocombustíveis, ameaçando a segurança alimentar. Esse modelo de desenvolvimento perverso que contamina e destrói os recursos hídricos, a terra e o ar é o maior responsável pelo aquecimento global.

A ambição pelo poder e os lucros abusivos do mercado e da dívida externa têm como conseqüências o aumento da injustiça social, da marginalização, gerando extermínio de grupos indígenas, exclusão do povo negro e roubando de nossa juventude a perspectiva de futuro.

Nesta ocasião em que celebramos os 800 anos do nascimento do Carisma Franciscano, sentimo-nos co-responsáveis e comprometidos com a ética e a justiça para que haja paz e vida em abundância. Outro mundo é necessário, urgente e possível! Esperamos, pois, que os anseios e as reivindicações dos nossos povos por seus direitos econômicos, políticos, sociais, culturais e ambientais prevaleçam sobre os interesses do sistema neoliberal.

Por isso, senhores governantes, em nome do Deus da vida, da memória viva de Francisco e Clara de Assis, e de nossa vocação à fraternidade, reivindicamos uma nova ordem sócio-econômica e política que priorize:
  • Um desenvolvimento que respeite a dignidade de todas as criaturas;
  • Uma economia solidária que valorize e promova a pessoa humana;
  • Um autêntico processo democrático que assegure a autodeterminação dos povos e a efetiva integração continental;
E se atuarmos nesta perspectiva, com certeza, o sonho de Francisco e Clara e Assis se concretizará no chão da América Latina e Caribe, poderemos contar com as bênçãos de Deus.

Brasília, 19 de outubro de 2008

Firmado pela Direção da FFB

Extraído de CCFMC Boletín Out. 2008 http://www.ccfmc.net/wPortugues/cbcmf/cbcmf-news/2008/2008_10_News.shtml aceso em 01 nov. 2008.

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